Arte é combate

Vincent Van Gogh lia muito. E gostava de anotar o que marcava o coração. Numa carta que escreveu ao seu irmão Théo, VG citou Millet de Sensier:

“A arte é um combate — na arte é preciso dar o sangue.

Eu preferiria não dizer nada do que me exprimir frouxamente.”

Artistas realmente podem sangrar na tentativa de dizer da forma que acreditam que deve ser. A necessidade de dar forma àquele estalo criativo que veio em sonho, numa conversa, num olhar ou durante a labuta diária.

“… é por isso que às vezes sinto a necessidade de me exprimir com um rude lápis de carpinteiro ao invés de um fino pincel”, afirma Van Gogh corroborando a imensa vontade que guia os que se atrevem a fazer arte. Para que o trabalho seja executado, não importam as ferramentas. Às vezes, um toco de carvão será responsável por moldar o grito que precisa sair. Qualquer coisa que estiver em nossas mãos. Vamos deixar de dar desculpas. Vamos agir. Vamos criar.    

Van Gogh: Noite estrelada

| Trechos extraídos de Cartas a Théo: p. 68. L & PM Pocket, Porto Alegre, 2014

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