Errare humanum est

Errare humanum est. Errar é humano. Não se trata do verbo relacionado às besteiras que cometemos, e sim do errar, do vagar, do flanar, do caminhar. Interessante notar que o errar do dito popular se refira às bobagens que fazemos no caminho. Porque a gente só comete erros se tentar.

Errou? Continue. Seja um errante.

Tentar, lógico, implica buscar vários caminhos até encontrar o ideal, não necessariamente o mais fácil.

Há algumas pessoas sortudas que encontram rapidinho seus caminhos. Outras, a maioria de nós, sofre para achar. Porque primeiro, é preciso se achar, se descobrir. Para depois buscar. Nessa jornada, necessário é olhar para dentro da gente. Difícil quando há tanto para ver do lado de fora.

Foto por Artem Beliaikin em Pexels.com

Uma forma de tentar se encontrar? Meditar. Ao meditar, procuraremos. Procuraremos dentro de nós mesmos. Há um grande risco nessa procura. Um risco doce.

Quando a gente finalmente se encontra, a gente se depara com Deus. Não é mais um duelo. É um encontro. Um encontro fundamental para as nossas existências. Percebeu que na palavra dEUs, está EU?

Obs.: a anjinha da foto tirada (1872) por Julia Margaret Cameron é Rachel Gurney. O nome da foto: I wait.

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