Querida Alanis,

… esta carta é para te dizer que você entrou na minha vida quando eu morava em São Paulo. Como gostei de cada música sua. Do seu jeito de menina, da sua alma de mulher. De certo modo, eu me via em você, eu estava começando a minha vida de adulta com um canudo de jornalista no bolso. E muita fé.

Abracemos a vida! Foto por Nina Uhlu00edkovu00e1 em Pexels.com

Sabe, quiseram te depreciar dizendo que você era a Angélica do Canadá. Que você tinha um trabalho menor. Você é grande. Mas claro que você já sabe disso. Você construiu uma obra maravilhosa que vai ficar ressoando na minha cabeça e na muita gente que viu sua estrela ascender.

Eu assisti ao documentário na HBO, Jagged Little Pill, você não é mais uma menina – fisicamente falando. Você envelheceu bem e virou mãe! Lindos os seus filhos. Que cresçam felizes.

Você merece tudo de bom que houver nesta vida. E um pouquinho mais.

Então, Alanis Morrissete, obrigada por suas canções!

Um beijo com carinho, extremo carinho!

Nádia

Brasil, 28 de dezembro de 2021

Menino que é pai do homem

Tem filmes que a gente vê e dá vontade de escrever um romance como O Silêncio de Melinda (Speak, 2004). Ou As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, 2012).  Séries também alimentam a minha alma de escritora.

Mudando de sabão para chocolate, Palmer (2021) é daquela safra de filmes em que o menino é pai do homem. Olha o trecho do diálogo entre Eddie Palmer, vivido por Justin Timberlake, e Sam (Ryder Allen):  

— Você gosta de tomar vaca preta?

— Nunca tomei.

— Nunca tomou? Venha comigo experimentar.

— Tá.

— E aí? O que achou da vaca preta?

— É o céu numa caneca!

Com essas palavras, vejo que começo a me despedir de 2021. Foi um ano em que não realizei muita coisa. Vou trabalhar e fazer a situação mudar em 2022. Um abraço para você. Obrigada mesmo por me ler. Se cuida. Abre aquele sorriso. Isso! Fé na vida!