Carta para David

Bowie,

te dou pérolas e diamantes de todo o meu coração. Lá pelos anos oitenta, eu ouvia você pelas ondas que me chegavam pelo rádio. Quem consegue discordar da magia daquelas noites maravilhosamente insones?
Noites de adolescente em Petrolina, sertão pernambucano. O rádio era nosso i-pod, i–phone, Samsung-galaxy, moto-g… Freddy está tão certo naquela canção, Radio Ga Ga!
Eu era feliz… e sabia!
Como isso aqui não é uma dissertação de mestrado, ouso afirmar que eu sei qual é a sua Pasárgada. A sua Pasárgada está localizada no espaço sideral. E eu posso provar com os títulos de algumas canções suas: Starman, Ziggy Stardust, Space oddity, Life on Mars?
David, eu te ai lóvi iú. Não, não. Não porque o amor seja uma palavra antiquada e sim porque “o amor nos desafia a cuidar das pessoas no fim da noite, o amor nos desafia a mudar nosso jeito, nos desafia a cuidar de nós mesmos, esta é a nossa última dança, estes somos nós.” (Under pressure, trecho livremente traduzido)
Love,
Nádia aos 21 dias de junho de 2015.

A Pasárgada de Bowie | Foto por Tom Leishman em Pexels.com
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