Velhice e meninice se confundem

– Revisto-me de espelhos. Procuro o que mais me define. Foto por cottonbro em Pexels.com

— Você é índia branca que cupim não rói. Ela contou que esse foi o maior elogio que recebera em toda sua vida. Agora, aos 79 anos, olha-me com um manto de um azul profundo. Seus olhos são duas cortinas. Consigo captar o pulsar da vida. Bem humorada, diz que passou um mês na casa de alguém:

— Vieram me buscar, sabe? Fui para uma casa bonita, um pouco longe daqui. Me trataram tão bem. Me deram tantos mimos. Faziam e traziam o meu café na cama, veja só.

— E a senhora não consegue se lembrar quem eram?

— Não. Mas isso não importa. O que importa mesmo é que passei uns dias maravilhosos com um casal bonito que tinha um filhinho – será que era meu neto? Porque eu bem sei que tenho uma filha e um filho, disso tenho certeza. Disso eu consigo lembrar, os meus filhos estão marcados em mim.

Velhice e meninice se confundem? Porque há uma alegria inerente a certos idosos. Uma alegria inerente às crianças.

Mariana tem Alzheimer ou ficou caduca, como outrora se dizia do idoso que esquecia de coisas e, principalmente, de pessoas.

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Os anjos de Drummond e Chico Buarque

Fiquei com vontade de escrever sobre anjos. Vontade essa que foi crescendo à medida em que fiquei curiosa a respeito da hierarquia desses seres. Nessa crônica, vão entrar Clarice Lispector, é claro; meus sobrinhos-netos Gabriel e Miguel; também Carlos Drummond de Andrade, Chico Buarque, Virginia Woolf e Anne Rice.

Sim, eu nunca pensei que eu teria sobrinhos-netos e que eu poderia ser tão próxima deles. Quando eu lia na biografia de alguém, por exemplo, fulana foi sobrinha neta de Katherine Mansfield eu pensava: sim, caramba e daí? Bom, acabei descobrindo que se houver proximidade na família, se você realmente for uma pessoa próxima do seu irmão ou da sua irmã, os filhos dos filhos deles serão seus sobrinhos-netos e, pasme, você será muito colada a eles. Maravilha.

Voltando aos anjos. Existem anjos e arcanjos. Arcanjos mandam muito. Mandam nos anjos. Mas quem nós chamamos para nos proteger? Nesse lance angelical de que estou falando, também há os querubins e os serafins. Andei pesquisando e a hierarquia é mais ou menos assim: Serafim – Querubim –  Arcanjo – Anjo. Como Carlos Drummond de Andrade vai aparecer nesse texto? É que ele escreveu sobre anjos no Poema de Sete Faces:

Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

(…)

… e Chico Buarque, começa a canção Até o Fim, conversando com Drummond sobre um anjo que entortou o personagem pela vida afora. O coitado, brasileiro, não sabia nem jogar bola:

Quando nasci veio um anjo safado

O chato do querubim

E decretou que eu estava predestinado

A ser errado assim

Já de saída a minha estrada entortou

Mas vou até o fim

(..)

Retornando ao mote, os anjos, volto também aos meus sobrinhos-netos, Gabriel e Miguel, que receberam nomes de anjos e anunciam que a família continua a crescer. Você deve estar pensando: caramba, essa cronista já tem sobrinhos-netos. Pois é. Tenho mais de 30 anos e você não pode confiar em mim, ouvi um brasileiro cantar. Juro que eu nunca pensei que eu chegaria aos trinta. Achava longe demais quando então tinha catorze anos de idade. Conheci meu amor quando ele tinha 30 anos. Ele completou 31 estações de vida 60 dias depois de darmos nosso primeiro beijo. Foi num mês de setembro. Se você decifrou essas palavras até agora, deve ter notado que faltaram Clarice Lispector, Anne Rice e Virginia Woolf. Vou falar sobre uma ligação que existe entre elas na próxima crônica. Beijo.

Trago boas notícias. Afinal, sou um anjo. Foto por Pixabay em Pexels.com
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Manuel Bandeira, mon amour

Comecei a ler Manuel Bandeira numa edição da revista Ciência Hoje das crianças e fiquei apaixonada pelo poema Porquinho da Índia.

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .

— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.

Depois, Bandeira me veio por uma colega na faculdade de jornalismo em Recife, que me emprestou uma antologia do poeta. O meu amor por Bandeira só cresceu. Como ele nasceu no Recife, havia muito da cidade na sua obra. Tinha o Espaço Pasárgada, na rua da União, que eu frequentava e que ficava na casa em que o avô dele morou.

Meu estar com o poeta é visceral. Eu descobria o Recife na sua poesia, ia atrás das referências encontradas nos seus escritos. Resultado: acabei construindo um roteiro afetivo da capital pernambucana a partir dos versos de Bandeira.

Na autobiografia Itinerário de Pasárgada, ele confessou gostar de ser “musicado, traduzido e fotografado”. Não chegou a ouvir, o grupo Secos e Molhados musicou o poema Rondó do capitão:

Bão balalão,
Senhor capitão,
Tirai este peso
Do meu coração.
Não é de tristeza
Não é de aflição:
É só esperança,
Senhor capitão!
A leve esperança,
Senhor capitão!

A leve esperança,
A aérea esperança…
Aérea, pois não!
– Peso mais pesado
Não existe não.
Ah, livrai-me dele,
Senhor capitão!

… mas tá pra nascer um poema mais gostoso de ler. Tão verdadeiro. É um desabafo dirigido às estrelas: Vou-me embora pra Pasárgada.

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

No livro Itinerário de Pasárgada, você fica sabendo que foram anos para que Vou-me embora pra Pasárgada acontecesse. Isso mostra que há inspiração na feitura da arte. Inspiração aliada a muito trabalho. 

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Virginia Woolf para rir

Muito se fala e bastante também se redige sobre a melancolia na obra de Virginia Woolf, esquecendo-se de mencionar que VW também era capaz de escrever de um jeito bem humorado. Exemplos dessa escrita luminosa de Woolf podem facilmente ser encontrados em Flush, memórias de um cão (título original: Flush), publicado em outubro de 1933. 

Virginia se inspirou na correspondência entre os poetas Robert Browning (1812-1889) e Elizabeth Barret (1806-1861). As missivas fizeram Woolf se apaixonar pelo Cocker Spaniel. Jornalista que foi, VW começa a obra com um breve relato histórico a origem da raça canina. Em carta à amiga Ottoline Morrel, a autora contou que “Flush é apenas uma brincadeira. Eu estava tão cansada após As Ondas que deitei no jardim e li as cartas de amor dos Brownings, e a imagem do cachorro deles me fez rir tanto que não pude deixar de dar-lhe vida”. 

Olha só um trecho do saboroso Flush, Memórias de um Cão

Quando se sai de Wimpole Street e se entra em Oxford Street, uma prece enche o coração e sai dos lábios como uma súplica, para que nenhum tipo de tijolo de Wimpole Street seja deslocado, que nenhuma cortina seja lavada, que nenhum açougueiro deixe de oferecer seus tenros bifes e nenhuma cozinheira deixe de receber sua maminha, seu pernil, seu peito, suas costelas de cordeiro e seu filé para todo o sempre, porque, enquanto Wimpole Street continuar lá, a existência da civilização estará garantida. (Woolf, Virginia: Flush, memórias de um cão, coleção L&PM Pocket, vol. 251, Porto Alegre, 2003)

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Histórias da arte

Pablo Picasso virou suspeito de roubar a Monalisa, que foi surrupiada do Museu do Louvre em 21 de agosto de 1911. Além de Pablo Picasso, o poeta Guillaume Apollinaire ficou detido por uma semana, também suspeito de ter levado a obra que mede 53 cm x 77 cm.

A história é contada por Noah Charney, autor de Os roubos da Monalisa. Charney afirma que esse foi o primeiro delito contra a propriedade a receber a atenção da mídia internacional pois a foto da tela foi estampada em todos os meios disponíveis na época: noticiários cinematográficos, caixas de leite e de chocolate, cartões postais e anúncios em jornais.

Oi, eu sou a Monalisa. E você? Foto por cottonbro em Pexels.com

Só a partir do roubo que a Monalisa virou sucesso mundial, sendo recuperada em 10 de dezembro de 1913 quando Vincenzo Peruggia foi preso ao entregar a obra a um vendedor de antiguidades em Florença, Itália.

Peruggia tinha sido funcionário do Louvre e havia instalado a porta de vidro que protegia La Joconde (A Gioconda), como os franceses a chamam.

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A grande despedida

The separation by Edvard Munch

Hipérbole. Parábola. Quem escreve, às vezes esquece que não são apenas figuras de linguagem. São figuras geométricas. Não é de figura geométrica que quero falar e sim sobre despedidas. Hamlet chorando a partida de Ofélia:

Que atirem

Montões sem fim de terra sobre nós, até que o chão,

Chamuscando a sua cabeça na zona ardente,

Torne o Ossa uma verruga! (*)(**)

Ferreira Gullar, ao saber da morte de Clarice Lispector:

Enquanto te enterravam no cemitério judeu

do Caju

(e o clarão de teu olhar soterrado

resistindo ainda)

o táxi corria comigo à borda da Lagoa

na direção de Botafogo

as pedras e as nuvens e as árvores

no vento

mostravam alegremente

que não dependem de nós. (***)

W.H. Auden citado no filme Quatro casamentos e um funeral:

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,

Evitem o latido do cão com um osso suculento,

Silenciem os pianos e com tambores lentos

Tragam o caixão, deixem que o luto chore.

Deixem que os aviões voem em círculos altos

Riscando no céu a mensagem: ‘Ele Está Morto’,

Ponham gravatas beges no pescoço dos pombos brancos do chão,

Deixem que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Leste e Oeste,

A minha semana útil e o meu domingo inerte,

O meu meio-dia, a minha meia-noite, a minha canção, a minha fala,

Achei que o amor fosse para sempre: eu estava errado.

As estrelas não são necessárias: retirem cada uma delas;

Empacotem a lua e façam o sol desmanchar;

Esvaziem o oceano e varram as florestas;

Pois nada no momento pode algum bem causar. (****)

(*) No original de Shakespeare:

 Let them throw

Millions of acres o nus, till our ground,

Singeing his pate against the burning zone,

Make Ossa like a wart!

(Hamlet, Ato V, cena I)

(**) Ossa é o nome de um monte na mitologia grega.

(***) Poema Vertigem do dia.

(****) Poem Funeral blues

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Fernanda,

… estive em três peças suas: The Flash and the Crash Days (Recife), Dona Doida (Recife) e Dias Felizes (São Paulo). Eu trabalhava no Acontece, quando ainda era um caderno dentro da Ilustrada, da Folha de S.Paulo. A melhor coisa da função era que a gente ganhava ingresso para assistir aos espetáculos. Quando o assessor de imprensa era bem gente com a gente, ele descolava um encontro como o que tivemos.

Eu e meu amor tivemos a honra de conhecer você em São Paulo com Dias felizes. Nós conversamos por pouco tempo. Lembro que pedi a você que me falasse sobre uma doce obsessão, Clarice Lispector. Eu disse: ­— Me fala sobre a crônica que Clarice publicou no Jornal do Brasil, com uma carta sua, no auge da ditadura militar. Você abriu um sorrisão e me contou um pouquinho, o tempo era escasso, você ia sair com seu marido, Fernando Torres, para jantar e estava exausta depois da peça, claro. Obrigada por ter nos recebido. Obrigada por existir, por você ser essa Atriz (com letra maiúscula mesmo).

Pena não ter levado a máquina para registrar esse acontecimento na minha vida, também eu não sabia que ia ter a chance de conhecê-la. Ainda bem que arrependimento não mata. Se bem que arrependimento mata sim. Só que não é de vez e sim

l-e-n-t-a-m-e-n-t-e.

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Querida Vivi,

… você nasceu numa manhã fria londrina que se tornou quente, muito quente, quentíssima quando você soltou o primeiro grito neste mundo. Você recebeu o nome de Adeline Virginia Stephen, filha de Julia Prinsep Stephen, conhecida por sua beleza e de Sir Leslie Stephen, historiador e editor. Você virou crítica literária aos vinte anos de idade, escrevendo regularmente para o The Times Literary Supplement.

Seu marido, Leonard Woolf, conheceu nas reuniões do Bloomsbury, grupo de vanguarda que reunia escritores e artistas desde 1904 em Londres. Foi com Leonard que você fundou a Hogarth Press em 1917, e publicou autores como Katherine Mansfield, T.S. Eliot, Máximo Górki e olha só: a obra completa de Sigmund Freud.
Você escreveu A Viagem (1915), Noite e Dia (1919), O Quarto de Jacob (1922), Mrs. Dalloway (1925), Passeio ao Farol (1927) e Orlando (1928). Depois vieram As Ondas em 1931 e Flush (1933). Você sofreu colapsos nervosos ao enfrentar a morte da sua mãe, em 1895; depois, no falecimento do seu pai, em 1904 e logo após o casamento com Leonard, em 1912.

Sei também que criou Entre os Atos ouvindo as bombas dos alemães caírem durante a II Guerra Mundial. Esta manhã discutimos o suicídio, se Hitler nos invadir. De que nos vale esperar?, estava anotado em seu diário no dia 15 de maio de 1940. Viu serem destruídas pelos bombardeios alemães a casa em que morou e onde também funcionava a editora, em Mecklenburgh Square; e a casa em Tavistock Square, onde você e Leonard viveram por tantos anos: Tudo é entulho onde escrevi tantos livros, também ficou registrado no seu diário.
Para mim, você foi uma lutadora sem igual e esta pequena carta que lhe escrevo é para dizer que leio você desde 1991 e que suas palavras impressas deixam minha vida mais completa.
Com amor!

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O mapa da gramática II

Eu prometi que iria tratar dos termos integrantes e acessórios, porém antes devo falar sobre as classes de palavras invariáveis da língua portuguesa, ou seja, que não se flexionam: advérbio; preposição e conjunção.

Os advérbios conseguem modificar verbos, adjetivos, outros advérbios e o conteúdo inteiro de um enunciado.
Advérbio é a palavra invariável que age como um modificador de um verbo, de um adjetivo, também de outro advérbio () ou de um enunciado inteiro. () Joana acordou muito cedo. Nesse exemplo, existem dois advérbios, muito e cedo: muito é advérbio de intensidade e cedo é advérbio de tempo.

Os advérbios são classificados a partir do sentido que expressam. São eles:

De lugar: aqui, ali, lá, além, atrás, fora etc.
De tempo: ontem, hoje, amanhã, cedo etc.
De intensidade: mais, muito, bastante etc.
De modo: bem, mal, rapidamente etc.
De afirmação: realmente, certamente etc.
De dúvida: talvez, provavelmente etc.
De negação: não, nunca, jamais etc

Preposições

As preposições ligam os termos de um enunciado, estabelecendo relações de sentido e são classificadas em essenciais e acidentais.

As essenciais sempre atuam com a função de preposição: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por (per – que é a forma arcaica de ‘por’), sem, sob, sobre.

As acidentais podem pertencer ou ter pertencido a outras classes, mas funcionam como preposições em certos enunciados: afora, conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, menos, salvo, segundo, senão, tirante, visto etc.
Os ladrões, segundo testemunhas, atiraram primeiro.
Compareceram à discussão todos os candidatos, exceto os da situação.
Só poderão entrar os clientes mediante apresentação de convites.

Significado de algumas preposições

Lugar: em, a, sobre, dentro de, em cima de etc.
Exemplo: Irei a Paris.
Tempo: em, a, após, antes de, depois de etc.
Exemplo: João vai chegar à (preposição a noite mais artigo a) noite.
Movimento/duração: até, para, a, de etc.
Exemplo: Irei para Salvador em outubro.
Posse: de, com etc.
Exemplo: Essa mochila é de Joana.
Companhia: com etc.
Exemplo: Irá ao cinema com os amigos.
Modo: de, a, com etc.
Exemplo: Maria escreve com muita facilidade.
Finalidade: para, por etc.
Exemplo: Vim aqui para parabenizá-la.

Nossa língua possui locuções prepositivas, que são combinações de duas ou mais palavras que funcionam como preposição. Numa locução prepositiva, a última palavra sempre será uma preposição essencial. São exemplos de locuções prepositivas: acerca de, apesar de, a respeito de, de acordo com, graças a, para com, por causa de, abaixo de, por baixo de, embaixo de, diante de, além de, antes de, acima de, em cima de, por cima de, ao lado de, dentro de, em frente a, a par de, em lugar de, perto de, por trás de, junto a, por entre etc.

Conjunções

Agora, vamos falar das conjunções, que introduzem enunciados e partes de um enunciado, estabelecendo relações de sentido entre eles. São de dois tipos: coordenativas e subordinativas.

Coordenativas

꙳ Aditivas
꙳ Adversativas
꙳ Explicativas
꙳ Alternativas
꙳ Conclusivas

Subordinativas

꙳ Causais
꙳ Condicionais
꙳ Concessivas
꙳ Conformativas
꙳ Finais
꙳ Proporcionais
꙳ Consecutivas
꙳ Comparativas
꙳ Integrantes
꙳ Temporais


FONTE: Abaurre, Pontara e Avelar: Gramática.

Apenas foram citadas as conjunções coordenativas e subordinativas. Serão explicadas e exemplificadas no próximo post. Espero você!

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