Fernanda,

… estive em três peças suas: The Flash and the Crash Days (Recife), Dona Doida (Recife) e Dias Felizes (São Paulo). Eu trabalhava no Acontece, quando ainda era um caderno dentro da Ilustrada, da Folha de S.Paulo. A melhor coisa da função era que a gente ganhava ingresso para assistir aos espetáculos. Quando o assessor de imprensa era bem gente com a gente, ele descolava um encontro como o que tivemos.

Eu e meu amor tivemos a honra de conhecer você em São Paulo com Dias felizes. Nós conversamos por pouco tempo. Lembro que pedi a você que me falasse sobre uma doce obsessão, Clarice Lispector. Eu disse: ­— Me fala sobre a crônica que Clarice publicou no Jornal do Brasil, com uma carta sua, no auge da ditadura militar. Você abriu um sorrisão e me contou um pouquinho, o tempo era escasso, você ia sair com seu marido, Fernando Torres, para jantar e estava exausta depois da peça, claro. Obrigada por ter nos recebido. Obrigada por existir, por você ser essa Atriz (com letra maiúscula mesmo).

Pena não ter levado a máquina para registrar esse acontecimento na minha vida, também eu não sabia que ia ter a chance de conhecê-la. Ainda bem que arrependimento não mata. Se bem que arrependimento mata sim. Só que não é de vez e sim

l-e-n-t-a-m-e-n-t-e.

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